Quem somos
Em um tempo em que identidades nacionais são dissolvidas por decretos administrativos e por globalizações sem alma, ressurge das memórias profundas da História o Povo Itálico, herdeiro de uma civilização que contribuiu decisivamente para a formação dos fundamentos do Ocidente.
Na cidade de Ribeirão Preto, foi oficialmente fundada a Nazione e Popolo Itálico em Exílio – Italian Commonwealth (N.P.I.), uma associação supranacional, civil e sem fins lucrativos, criada para preservar, representar e dignificar a identidade itálica no mundo, diante das restrições impostas pelo Decreto-Lei n.º 36, de 28 de março de 2025, que cassou o reconhecimento da cidadania italiana por descendência (iure sanguinis) em um verdadeiro decreto de DESNATURALIZAÇÃO EM MASSA.
Mais do que uma entidade jurídica, a N.P.I. é um ato de consciência histórica — o gesto de uma diáspora que se recusa a ser esquecida e que reafirma sua existência cultural, moral e identitária.
A Nazione e Popolo Itálico representa a continuidade cultural da Itália anterior ao Estado moderno, enraizada em mais de mil anos de história, agora em exílio:
- O Primeiro Reino Independente da Itália (1002), sob Arduino de Ivrea, símbolo da soberania itálica;
- O Segundo Reino da Itália (1805), instituído por Napoleão Bonaparte, reafirmando o ideal de unidade;
- O Terceiro Reino (1861), marco da formação do Estado italiano moderno.
A N.P.I. nasce como símbolo moral e cultural da Itália profunda, afirmando que ser itálico é mais do que possuir um passaporte — é portar uma herança civilizacional milenar transmitida pela história, pela cultura e pelo sangue.
Em sua essência, a Nazione e Popolo Itálico em Exílio (N.P.I.) reconhece-se como expressão de uma minoria histórica, cultural e transnacional de origem italiana, formada por milhões de descendentes espalhados pelo mundo, unidos por laços de língua, memória, cultura e herança civilizacional.
Nesse sentido, a N.P.I. compartilha afinidades conceituais e objetivos com nações históricas e povos culturais não plenamente representados no sistema estatal internacional, muitos dos quais encontram espaço de diálogo e articulação na UNPO – Unrepresented Nations and Peoples Organization, com sede em Haia.
Assim como:
o Tibete, que preserva sua identidade espiritual fora de seu território;
os Uigures, que buscam a proteção de sua identidade cultural e linguística;
os Catalães, que afirmam sua identidade histórica e cultural;
o Povo Itálico, enquanto comunidade histórica transnacional, afirma seu direito à autodeterminação cultural e moral, nos termos reconhecidos pelo direito internacional.
No âmbito das Nações Unidas, a causa itálica insere-se no quadro da proteção internacional das minorias, conforme os princípios consagrados na Declaração da ONU sobre os Direitos das Pessoas Pertencentes a Minorias Nacionais ou Étnicas, Religiosas e Linguísticas (1992), bem como nos mecanismos do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH/OHCHR).
- Esses instrumentos reconhecem às minorias o direito de:
- preservar e desenvolver sua identidade cultural;
- manter e transmitir sua língua e suas tradições;
- conservar vínculos e contatos transnacionais entre membros da mesma comunidade;
- participar da vida cultural, social e pública sem discriminação.
Nesse contexto, a Nazione e Popolo Itálico em Exílio posiciona-se ao lado de outras minorias históricas de identidade consolidada — como Assíria, Kabylia, Catalunha e Córsega — distinguindo-se, contudo, pela dimensão global de sua diáspora e pela profundidade de sua herança civilizacional, que liga simbolicamente Roma a Ivrea.
A causa da N.P.I. não é territorial nem secessionista, mas cultural, histórica e civil:
o direito de existir como comunidade moral transnacional, reconhecida, respeitada e protegida no exercício de sua identidade, em conformidade com os princípios e instrumentos das Nações Unidas para a proteção das minorias.
A fundação da Nazione e Popolo Itálico em Exílio foi proclamada em Assembleia Geral no dia 25 de maio de 2025, sob a presidência de On. Avv. Luis Roberto di San Martino-Lorenzato di Ivrea, empresário e advogado ítalo-brasileiro e descendente direto da Casa de Ivrea, dinastia do Primeiro Reino Independente da Itália.
À luz do direito internacional e do princípio do iure sanguinis, exerce a representação histórica e moral do Povo Itálico.
O Estatuto da N.P.I. reconhece o Chefe da Casa de Ivrea como Presidente de Honra Vitalício, autoridade simbólica e guardião da continuidade moral do Povo Itálico desde os primórdios da formação de seu senso de nacionalidade.
A Nazione e Popolo Itálico agora em Exílio busca a união internacional dos italianos e descendentes italianos no mundo, promovendo um movimento cultural, civil e jurídico de alcance global, com os seguintes objetivos:
- Reafirmar o direito de ser e continuar a ser italiano, independentemente de atos legislativos, administrativos restritivos;
- Restabelecer o pleno reconhecimento do exercício da cidadania italiana por descendência (iure sanguinis), em conformidade com os princípios do direito internacional;
- Promover a consciência histórica e identitária do Povo Itálico na diáspora;
- Atuar como movimento global de oposição civil e cultural ao chamado “Decreto Tajani”, que restringiu e, na prática, cassou o exercício de um direito originário;
- Dialogar com o Estado italiano e com a comunidade internacional, buscando o reconhecimento institucional da legitimidade histórica, jurídica e moral do Povo Itálico.
A N.P.I. é, portanto, um movimento global de defesa da identidade itálica, fundado na legalidade internacional, na história e na dignidade de milhões de descendentes espalhados pelo mundo.